domingo, outubro 09, 2011

dilema.

acho que um dos meus maiores dilemas é esse meu incansável vício para escrever. é uma necessidade, quase que parte de mim, que insiste em que meus pensamentos sejam sempre poéticos para assim relatá-los mais tarde. talvez algum dia eu realmente consiga me livrar disso. ou talvez seja bom pra mim. não sei. me perco tanto nessas voltas, e idas e vindas sem rastros. acho que de repente eu poderia cortar este meu mal pela raíz. que assim o seja. ou alguém o faça por mim. já não sei se me resta coragem. coragem. está aí uma palavra que me esqueci completamente o que é. não sei como perdi, não sei se foi melhor. quem sabe eu estaria melhor hoje.

sábado, outubro 08, 2011

por mim mesma.

eu poderia dizer aqui tantas coisas que venho pensando ultimamente, elaborando e construindo frases intermináveis, parece até que entre tantas idéias é até difícil encontrar um ponto final.
quando escrevo é tão simples ditá-lo. é um mundo indiscutivelmente maravilhoso. e se tu conseguisses navegar dentro desse mar que flutua e sem fim. imagino-o como um lugar azul cobalto, mas sendo puxado para tons mais negros, obscuros. em dias assim até gosto de apreciar um dia lindo a céu aberto. respirar as nuvens que se dispersam e que de repente se juntam e fazem chover. não há. ora pois, não lhe disse a tu? a vida se esvai a cada segundo que se passa. e nem parece. ou eu que não quero sentir.
uma vinda inteira se esvaiu de minh'alma para dar lugar a algo mais belo. e daí se me tornei algo singular? pois lhe tenho a certeza de que no fundo não estou só. e nem é tão ruim assim. consigo até sorrir.

quarta-feira, agosto 17, 2011

mudar e o ato de.

alguém algum dia comentou para um terceiro individuo: 'porque mudar exige muito esforço. e como convencer as pessoas a saírem do conforto em que se encontram? é muito difícil.'
e não é que era verdade? tantas vezes eu mesma mal julguei atitudes de alheios que (mesmo vistos de longe, como o agora) ainda continuam errados, me encontro agora aqui. e agora josé?
a festa acabou? a luz se apagou? e agora... é agora!

quinta-feira, julho 21, 2011

sobre a pulga que dá angústia

me incomoda as pessoas terem essa necessidade tão grande de cultivar a perfeita imagem hollywoodiana que embutiram na formação da maturidade.
o que me deixa triste é que as pessoas insistem em crer que se tornar um adulto maduro é ser sério. é não sorrir pra atos bobos. é acreditar no racional e esquecer e abandonar esse lado criativo e que por ora nos preenche o coração sem dizer o porquê. e eu não estou falando de amor. apenas aquilo que pode não existir, se você, é claro, assim o quiser.

sábado, maio 14, 2011

do olhar

tu te perdes ainda em cada minúscia de cada ato realizado. sabes tu que até que gosto? todavia acho que em parte ando distraindo-me também. andamos por aonde? perdi-me completamente. mas acho que já sabes tu.